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Saio do cama quentinha que havia preparado para mim ao seu lado, já não era tão pequenina, não cabia mais em teu seio, era a 'moça' que você dizia quando fazia algo majestojo. Abro a porta, dou de cara com a sala, a TV me esperando com todo entretenimento da minha infância e aquela janela com feixes de luzes dos sábados atravessando a cortina transparente. E se olho adiante tem o quintal que deliciei-me entre as mangas de outrora. Dou alguns passos sonolentos e me deparo com você, já desperta e preparando magicamente aquele café repleto de guloseimas e já me questionando sobre o que planejo para o dia e o que desejo de almoço, respiro feliz, abro um sorriso tão contente como o seu. Nunca mais será assim.
‘Eu escrevo e te conto o que eu vi e me mostro de lá para você, guarde um sonho bom para mim.’
sábado, 20 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Amargo
E quando vem a incoerência ?
Colocou os pés no chão, a mão no peito que doida em demasia.
A respiração aumentou a medida que os objetos ao lado de tornaram totalmente desinteressantes. A dor e a dúvida desceram corroendo todo seu corpo lentamente como um veneno letal e traiçoeiro, e o que era pior: em doses homeopáticas. Sua vontade era lançar-se contra o vento para ver o que ia acontecer, mas não o fez, só sofreu. Sofreu continuamente e chorou copiosamente cada gota que devia saltar de seus olhos, fez-se um mar imenso e se afundou em si mesmo com todos seus questionamentos e auto-torturas. Lutava contra seu eu interno para que ele aceitasse ao menos um riso forçado para tentarem fazer as pazes, mas ele relutava e não aceitava de forma alguma as pazes, porque sabia que o ponto cuminante de toda essa desordem veio por causa dela.
Ela no fundo bem sabia: era seu próprio deletério.
Mas logo ele se acalma e tudo volta ao que ela chama de 'normal'
Escrever alivia quando falar já não faz mais efeito
Colocou os pés no chão, a mão no peito que doida em demasia.
A respiração aumentou a medida que os objetos ao lado de tornaram totalmente desinteressantes. A dor e a dúvida desceram corroendo todo seu corpo lentamente como um veneno letal e traiçoeiro, e o que era pior: em doses homeopáticas. Sua vontade era lançar-se contra o vento para ver o que ia acontecer, mas não o fez, só sofreu. Sofreu continuamente e chorou copiosamente cada gota que devia saltar de seus olhos, fez-se um mar imenso e se afundou em si mesmo com todos seus questionamentos e auto-torturas. Lutava contra seu eu interno para que ele aceitasse ao menos um riso forçado para tentarem fazer as pazes, mas ele relutava e não aceitava de forma alguma as pazes, porque sabia que o ponto cuminante de toda essa desordem veio por causa dela.
Ela no fundo bem sabia: era seu próprio deletério.
Mas logo ele se acalma e tudo volta ao que ela chama de 'normal'
Escrever alivia quando falar já não faz mais efeito
sábado, 6 de junho de 2009
Manifesto

Sentados em suas poltronas
Ingerem sem mastigar
A veracidade que vem a tona
Até a chegada do jantar
Conversam com euforia
Risos escandalosos
Traduzem essa alegria
Desses alienados gulosos
Desejo me manifestar
Um grito sobrecomum
Que não tarde a ecoar
E atinja qualquer um
Que os timpanos incomodem
E contagiem sem cessar
Para que se recordem
Da carne viva do outro a latejar
'Mas as pessoas na sala de jantar
Essas pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer ...'
[Veloso e Gil]
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