
Saudades tão grandes que não há espaço nessas quatro paredes. Nem o vento que entra pela janela no vai-e-vem das cortinas faz cessar. As páginas de Flaubert por mais brilhantes não me prendem o pensamento por completo. É tão frio como quem anda desnudo nessa brisa noturna, por mais que eu mantenha meu corpo aquecido. E toda essa impossibilidade de te ter me faz padecer minuto a minuto nesse mar de desejo.
Todas as canções que tem embalado meus ouvidos contém você em cada nota. As saudades me tomam e eu a bebo, respiro e transpiro até chegar tua presença colorindo o branco dessa vasta solidão que tem sido tão intensa como cada fração de segundo em que ela é banida contigo.