Inspirado na deliciosa noite de ontem.
Subo as escadas e me deparo com as cortinas e as poltronas prontas para aconchegarem os amantes da música e da interprete que se seguirá. As pessoas vão chegando aos montes, aos poucos, sozinhas. Vagarosamente, frenéticamente. Bem trajadas, de ergumentária simples. Entoa a canção. Olhares atentos, risos, troca de palavras ao lado. A canção que se segue! Ah que bela canção, para uns nostalgia, para outros diz tudo do futuro, outros tantos se lembram do amor do passado, um amigo distanciado. Uma música que embala tantas vidas ainda vivas e outras não mais pungentes. O aroma exalado é singular e nunca igual, são combinações de perfumes, bem como de personalidades, de estilos ... são eternos agrupamentos por um mesmo motivo, mas nunca uma mesma interpretação, cada qual traz ao seu modo a linguagem expressada a frente das coxias e dos olhares da platéia. São Marias, são Josés acompanhados de sobrenomes esplendorosos ou tão humildes como o meu, são abismos sociais sentados lado a lado.
Lá não tem papel, não tem pudor, todos são cantores, atores ... tudo é permitido ser. Lá se perde e se encontra. Lá se busca o fio da vida e o conecta com todos os tempos do verbo ser.
Está tudo logo ali, impregnado nas paredes nas paredes do teatro.
domingo, 27 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Solidão
A luz apagou
A lua fugiu
O céu não clareou
A estrela não vai brilhar
A festa não haverá
Acabou a vida de marajá
Ninguém vai te querer
Você não vai convencer
Não há vagas para você
Nem sua foto na tevê
Nem os móveis vão ficar
A bebida vai acabar
Os livros vão desaparecer
As músicas vão enteadiar
As palavras vão vagar
A tortura não vai ceder
O relógio vai estagnar
As reminiscências vão entoar
Seu nome vai desaparecer
Só te resta ser só do passado
E dos seus versos ser escravo
A lua fugiu
O céu não clareou
A estrela não vai brilhar
A festa não haverá
Acabou a vida de marajá
Ninguém vai te querer
Você não vai convencer
Não há vagas para você
Nem sua foto na tevê
Nem os móveis vão ficar
A bebida vai acabar
Os livros vão desaparecer
As músicas vão enteadiar
As palavras vão vagar
A tortura não vai ceder
O relógio vai estagnar
As reminiscências vão entoar
Seu nome vai desaparecer
Só te resta ser só do passado
E dos seus versos ser escravo
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Primaveras da poetinha
"E me Perco, Me Encontro. Perco-me outra vez
.
Demoro Agora a achar-me. Mas Sinto ainda que de alguma forma continuo aqui! Simples, Singela! Pura e Completa! Sem Marcas!
.
Eu Flor e Eu Giz .Eu Flor de Giz.. Pra Não Haver Notoriedades"
(Tatiane Tosta Alencar)
Para escrever, desenhar ou falar sobre você não é preciso ser explícito. Se fosse para te definir em uma palavra eu arriscaria: observadora. Portanto assim que pensei em tecer [como você mesma diz] umas linhas em prol de homenagem eu sabia que quanto mais nas entrelinhas eu deixasse meu afeto, melhor seria, pois é assim que você vai marcando a vida das pessoas: entrando, sentando e com seu silênio fazendo poema até dos momentos mais triviais ao seu redor.
Não sei muito sobre sua vida, sua família, seus planos de futuro, mas eu sei que você não tira suas vestes de poesia em momento algum, sei também que sua alegria se encontra na simplicidade e que você sabe amar a vida e história do outro sem nutrir inveja. Você diz o que pensa de imediato, e muitas vezes te confesso que não gostei do que ouvi, assim como outras discordei de ti. Confesso mais ainda que há pouco tempo conquistei a sabedoria de ver e reparar na sua essência que não posso negar, é bem diferente das encontradas por ai, antes eu não entendia esse seu silêncio, seu jeito recatado, sua ausência de palavras ditas e em contraponto rios e rios de palavras escritas. Hoje eu sei que se assim não fosse ou se houvesse qualquer detalhe diferente jamais seria a flor de giz que eu conheço.
Não almejo ser sua melhor amiga, nem que você dedique inúmeras linhas a mim, pois talvez eu não seja tão reciproca quanto você merece. Quero permanecer entendendo seu modo de ser, superando nossas divergências e aprendendo um pouco mais da arte de conviver com alguém como você.
Muitas primaveras, palavras [de todas as maneiras] e que a vida lhe presentie com tudo que for possível para dar sequência a sua felicidade.
Digo que te amo, mas fico em dúvida do sentimento que nutro por você, talvez pelas diferenças, pelo seu jeito dispar e pelos encontros que a vida nos deu e ainda reserva eu ainda não sei como dizer sobre qualquer sentimento novo ou antigo que seja. Por hora fico com esse que me parece sincero: te amo!
.
Demoro Agora a achar-me. Mas Sinto ainda que de alguma forma continuo aqui! Simples, Singela! Pura e Completa! Sem Marcas!
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Eu Flor e Eu Giz .Eu Flor de Giz.. Pra Não Haver Notoriedades"
(Tatiane Tosta Alencar)
Para escrever, desenhar ou falar sobre você não é preciso ser explícito. Se fosse para te definir em uma palavra eu arriscaria: observadora. Portanto assim que pensei em tecer [como você mesma diz] umas linhas em prol de homenagem eu sabia que quanto mais nas entrelinhas eu deixasse meu afeto, melhor seria, pois é assim que você vai marcando a vida das pessoas: entrando, sentando e com seu silênio fazendo poema até dos momentos mais triviais ao seu redor.
Não sei muito sobre sua vida, sua família, seus planos de futuro, mas eu sei que você não tira suas vestes de poesia em momento algum, sei também que sua alegria se encontra na simplicidade e que você sabe amar a vida e história do outro sem nutrir inveja. Você diz o que pensa de imediato, e muitas vezes te confesso que não gostei do que ouvi, assim como outras discordei de ti. Confesso mais ainda que há pouco tempo conquistei a sabedoria de ver e reparar na sua essência que não posso negar, é bem diferente das encontradas por ai, antes eu não entendia esse seu silêncio, seu jeito recatado, sua ausência de palavras ditas e em contraponto rios e rios de palavras escritas. Hoje eu sei que se assim não fosse ou se houvesse qualquer detalhe diferente jamais seria a flor de giz que eu conheço.
Não almejo ser sua melhor amiga, nem que você dedique inúmeras linhas a mim, pois talvez eu não seja tão reciproca quanto você merece. Quero permanecer entendendo seu modo de ser, superando nossas divergências e aprendendo um pouco mais da arte de conviver com alguém como você.
Muitas primaveras, palavras [de todas as maneiras] e que a vida lhe presentie com tudo que for possível para dar sequência a sua felicidade.
Digo que te amo, mas fico em dúvida do sentimento que nutro por você, talvez pelas diferenças, pelo seu jeito dispar e pelos encontros que a vida nos deu e ainda reserva eu ainda não sei como dizer sobre qualquer sentimento novo ou antigo que seja. Por hora fico com esse que me parece sincero: te amo!
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Insensatez Noturna

Me sentei, arrumei a cadeira, quando me ausenta a paciência a cadeira me parece insuportável, analiso as teclas, dedilho feito instrumento, apesar de sabê-las de cor, hoje vou admirá-las em cada mero casamento com a ponta dos meus dedos, porque não olhá-las afinal? Porque menosprezá-las e exercer um ludismo certas vezes em que me encontro atormentada pelos pensamentos ferrenhos que me vem, elas não tem culpa de serem feitas assim, de assim estarem e de por mim serem tocadas muitas vezes violentamente.
ssdfghjnkm,çl.ç~~]/wqreyu - dedilhando feito piano! Sempre quis tocar, nunca fui atrás de aprender.
Ajeito o cabelo, hmmm, dessa forma não, me caem nos olhos e me tiram o sossego de admirar teclas casadas com dedos., os jogo para trás. Movimento o pescoço, em vão, a inspiração não virá com a auto flagelação nem tampouco punindo as teclas.
Estralar dedos, isso me alucina _______ mas faltou uma palavra aqui, quero deixar mais explicito o que sinto, eu peco nisso sabe? Em querer deixar tudo explícito, com sentido, amarrado, de que me adianta sempre a coerência? Porque não um dadaísmo de vez em quando? Que mal há nisso? Nonsense me soa tão bonito, porque diabos não ser assim?
Pausa para respirar bem fundo. Não me convenço de que nada do que eu fizer trará você de volta. É ridículo isso, mas é verdade! Me sinto uma daquelas menininhas que fazem coração no caderno e guarda papel de bombom.
Esse ranger da cadeira me irrita por completo, do dedinho do pé até o último fio de cabelo.
Me irrita feito você, porque você faz isso comigo? E até quando? Já não sei mais se é a falta de inspiração ou a demasia dela ou se é você mesmo que me transtorna com seus dizeres amorosos implícitos, eu não quero me sucumbir a eles, tenho orgulho e além do mais você tem seus outros amores tão inconstantes quanto esse céu que nós cobre.
Chega, para mim chega!
Chega de palavras, chega de você, chega de tanto dedilhar, chega de mim!
Afinal no final sou só eu, a cerveja da geladeira e as flores que você insiste em dizer que carrego no cabelo.
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