quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Moda Racista

O mundo evolui a cada segundo que passa, em um piscar de olhos as pessoas nascem e morrem, tecnologias são aprimoradas e o desenvolvimento vai se intensificando gradativa e ferozmente.
Mas, infelizmente, o homem e seus conceitos parecem ignorar a toda essa evolução e continua a praticar atos desonrrosos, tais como o racismo. É incrível como parece que nesse aspecto retrocedemos, as pessoas precisam urgentemente rever seus conceitos e de uma vez por todas se conscientizar de que a etnia de um ser não pode determiná-lo melhor ou pior, honesto ou desonesto, digno ou indigno de quaisquer coisas que sejam.
É deplorável e imcompreensível um pensamento do tipo, e como se já não bastasse o pensamento há também a manifestação explícita e pública descaradamente por parte das pessoas que não souberam ou ignoraram o aprendizado de conviver com a diferença em seu semelhante.
Nos deparamos com esses acontecimentos e tudo o que foi alcançado de produtivo em nossa sociedade é ofuscado por esse comportamento intolerante. Parece irônia evoluirmos em alguns aspectos e permanecermos acomodados em outros, mas o que mais me indigna é o fato de que o racismo não só ainda existe como as pessoas que são atingidas por ele aceitam, muitas vezes o praticam e até mesmo tornam isso motivo de risos e chacota.
Chegamos a um ponto onde é atrativo e engraçado ser tarjado e apontado por possuir diferenças, desvalorizar aos outros e a si mesmo é a nova tendência do século vinte um.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Missão dada é missão cumprida

Finalmente tive a oportunidade de ver o tão aclamado ,e diga se de passagem, mais do que merecido, Tropa de Elite .

É realmente incrível o filme, atuações, enredo, direção, tudo ótimo. E para minha felicidade, mais um prova de que o cinema nacional tem potencial e vem ganhando seu espaço mais do que merecido.

Tropa de Elite não pode ser considerado só mais um filme que retrata a violência na favela e a guerra entre policias e traficantes, ele nos leva mais além, nos mostra outra perspectiva e nos convida a criar nossa própria opinião tanto da situação que estamos vivendo em nosso país quanto ao que falamos a respeito.

Bom eu não sou ninguém para falar da favela com detalhes, nem para tentar descrever o que é viver em meio ao fogo cruzado ou tentando combater a isso, afinal nunca morei em locais próximos e nem em uma favela, a única coisa que conheço desse local é o que a mídia nos divulga e agradeço por não ter que viver, ou melhor sobreviver, assim tão próximo do perigo.


Tem a questão dos “playboys”, uma das cenas que mais me chamaram atenção foram as protagonizadas por Matias na faculdade com os “colegas de classe”, sim os “maconheirinhos” que se acham tomados pela consciência social, mas na verdade só alimentam esse sistema que gera mais e mais mortes, mas é claro como disse Matias : “ Do apartamentinho da Zona Sul não dá pra ver nada disso”, e é assim que tudo ocorre, as pessoas usam seus “baseados” desenfreados, dizem coisas ideológicas e acham que assim estão cumprindo seu papel de cidadão ou se acham no direito de reclamar da violência, pura hipocrisia, sem contar na passeata feita pela morte dos dois “pobres estudantes”, sinceramente se a cada morte fosse feito uma passeata não iríamos mais viver, a vida seria uma passeata sem fim.

Digo e direi quantas vezes for necessário José Padilha foi brilhante e merece muitos e longos aplausos, me admirou muito ele ser tarjado de facista , isso é totalmente sem propósito, é como se afirmar que que só se fazem filmes aqueles que realmente acreditam na idéia projetada e todos sabemos que não é bem assim, mas algumas pessoas não tem a capacidade de absorver uma informação e saber interpretá-la. Ele conseguiu nos mostram os dois lados e convidar cada um a abraçar sua idéia.

Criticar a violência com que o BOPE usa como arma é fácil, difícil seria achar outra maneira para tentar contornar a situação em que nos encontramos, acho que quando esse questionamento vem a tona em uma roda é difícil, quase que impossível, se ter uma solução eficaz para isso.

A grande sacada do filme na minha opinião é realidade despida em nossa frente, sim, ele mostra aquilo tudo que vemos na televisão e em manchetes de jornais e revistas, mas mostra da visão de um policial, mostra que é total ignorância generalizar que todos policiais são corruptos, esse tem sido um grande erro do povo, há sim pessoas que querem mudar e estão ali para isso e há aqueles que acabam sucumbidos pelo poder ou desmotivados pela realidade tão desesperançosa que vivemos. Na verdade a policia, na sua grande e esmagadora maioria,já não tem mais o papel de proteger e sevir, nos estamos em tempos em que se vive uma guerra particular e todos só querem sobreviver.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Descontrair e pensar

Pra uma sexta feira mais amena ... algo para risos e ao mesmo tempo pensar como estamos global, constante e eternamente ligados

Pergunta: Qual é a mais correta definição de Globalização?
Resposta: A Morte da Princesa Diana.
Pergunta: Por quê?
RESPOSTA:

Uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas.
A princesa foi tratada por um médico americano, que usou medicamentos brasileiros.
E isto é enviado a você por um brasileiro, usando tecnologia americana (Bill Gates), e, provavelmente, você está lendo isso em um computador genérico que usa chips feitos em Taiwan, e um monitor coreano montado por trabalhadores de Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em caminhões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a você por judeus, através de uma conexão paraguaia.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Realidade Cinematográfica


Esses dias tive oportunidade de assistir a dois grandes filmes nacionais, O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias e Zuzu Angel, ambos retratam uma realidade não tão pré histórica de nosso país : a ditadura.
O ANO EM QUE MEUS PAIS SAIRAM DE FÉRIAS mostra uma versão inocente, ela é narrada aos olhos de uma criança, Mauro de 12 anos. Os pais, fugindo da ditadura, deixam ele na porta da casa do avô, alegando estarem saindo de férias, mas o avô morre antes do menino chegar e ele fica aos cuidados de Shlomo, um judeu bastante solitário, que com o ralacionamento com Moishale, que é como ele chamava Mauro, cria um grande laço que muda a vida de ambos. O filme consegue arrancar risos e lágrimas do telespectador através da brilhante atuação de Michel Joelsas, retrata uma visão mais amena da época, explora a paixão nacional do brasileiro, na Copa Do Mundo de 70, ocorrida no México .Consegue conciliar com a situação da política de nosso país com as descobertas e aventuras do ano de Mauro.
Já ZUZU ANGEL, conta a história verídica da estilista brasileira Zuleika Angel Jones Uma mulher de fibra, batalhadora e corajosa com o propósito de achar o corpo de seu filho Stuart Angel Jones, que foi preso, torturado e morto nos porões da ditadura e exigir que a justiça fosse cumprida. Foi cruelmente silenciada pela ditadura brasileira em 1976, através de um acidente automobilístico suspeito que foi atribuído a falta de atenção e sonolência de Zuzu ao volante.
Uma semana antes do acidente, Zuzu deixara na casa de Chico Buarque, um documento que deveria ser publicado caso algo lhe acontecesse. "Se eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho", dizia. Sua força e coragem inspiraram ao compositor a compor música "Angélica".
Dois filmes que mostram uma época onde a injustiça e o autoritarismo dominaram e pessoas que não aceitaram se submeter a esse regime foram silenciados violentamente, sem se quer ter o direito de se defender ou ser julgados, um capítulo recente de nossa história que ficará marcado para sempre deixando a todos indignados com tamanha atrocidade.
E também prova a todos a capacidade do cinema nacional, que sofre diversos preconceitos, de pessoas que se quer o desgustaram para julgar. Incríveis produções, atuações, fotografias, direções realmente dignas de palmas e inúmeras premiações, e não estou falando em termos técnicos, até porque não tenho qualificação e experiência para tal função, mas falo com a visão de telespectadora que encheu os olhos de lágrimas e o peito de indignação com essas histórias, que fizeram parte da vida real de milhares de brasileiros.


http://wwws.br.warnerbros.com/zuzuangel/
http://www.oano.com.br/

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

É o fim mesmo!

Mônica Veloso dobra vendas de Playboy no Congresso
Segundo funcionários das duas bancas próximas ao congresso dos 200 exemplares disponíveis, 150 já foram vendidos, sendo que na banca principal foram vendidos 40 exemplares, o dobro da média mensal.
E obviamente nossos parlamentares não correram o risco de serem vistos comprando, enviaram seus assessores para retirarem suas tão esperadas revistinhas e distribuiram sobre o plenário do Senado louvores entusiasmados em relação as fotos. Os poucos que não arrumaram meio de adiquirir o impresso, trataram de verificar pela internet.
Realmente é o fim mesmo, além de absolverem Calheiros, financiam Mônica Veloso e em pleno horário em que deviam estar cumprindo suas funções ou zelando para que elas parecessem que estão sendo cumpridas.


sexta-feira, 5 de outubro de 2007

"Porquês" imortais.

Os porquês da vida sempre me assombram, são tantas perguntas sem respostas. Vivo constantemente procurando respostas que nem sei se algum dia vou encontrar, são tantas dúvidas e tantas incerteza que se parar para pensar nelas é capaz de enlouquecer.
Se por um lado há as respostas que nunca parecemos alcançar, por outro devemos ressaltar que alguns "porquês" são sim encontrados e por sua vez acabam despertanto milhares de outros "porquês", tornando isso um círculo eterno e vicioso, por isso parece ser impossível nunca sanar todas nossas dúvidas, porque uma vem florescendo a outra, isso faz parte de nós, criticar, questionar, indagar, são coisas que não evitamos, simplesmente aparecem e depois então parece que nunca mais vão nos deixar em paz.
São perguntas das mais fúteis as mais complexas, do "porque todos os dias levantamos e temos a mesma rotina?" até o "porque tudo parece complicar gradativamente a medida que o tempo passa". Cada um tem seus questionamentos e cada a si dar ou não atenção aos mesmos.
Há quem não questione nada e aceite tudo da forma como lhe é imposto, não sei como a pessoa consegue viver assim, aliás acho que isso não é viver, você acaba se tornando um boneco que vive manipulado por outro alguém, seja o alguém político, o alguém chefe, o alguém amigo, o indivíduo acaba sem personalidade alguma quando se dispõem a aceitar as coisas sem sequer questionar ou tentar se aprofundar.
Cada dia para mim chega com uma nova pergunta e elas parecem se juntar e formar uma bola de neve que vive a me perseguir em alguns momentos e que em outros por me deixarem na calmaria chegam até me deixar na defensiva.
Sinceramente apesar de todas as consequências de viver questionando e ficando com uma interrogação e algumas vezes até encontrando respostas que não me agradam ou fazem bem, eu sinto que tudo isso me move a viver e a querer saber mais, procurar o além daquilo que estou fazendo no momento, tudo isso age como uma injeção contra o comodismo e por mais que me deixe indignada com alguns fatos por outro lado me deixa consciente da minha realidade e de algumas responsabilidades que devem brotar de mim para tentar pelo menos amenizar essa situação.
Essa semana na escola, fomos convidados a refletir e nos questionar a respeito de uma frase que me fascinou e despertou vários porquês dentro de mim e também o interesse por fazer esse texto ...
"TUDO QUE É ACEITO SEM QUESTIONAMENTO VIRA ROTINA."
( Frei Basílio Prim)

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Ah, são coisas da vida ...

Tomar decisões na maioria das vezes me deixa meio apreensiva, acho que fato de tentar algo novo ou ter que escolher entre uma coisa ou outra é meio assustador por trazer com sigo o peso da responsabilidade de uma escolha.
Tudo que é novo parece meio singular a princípio, é uma sensação diferente que cada experiência nos traz, pode ser algo que nos revitaliza, nos dê um novo impulso para viver, afinal por mais que traga medo, algo desconhecido dá aquele frio na barriga, traz uma emoção que toma conta da gente, nos tira da mesmisse que estávamos e nos ensina a conviver com algo que antes não tinhamos habilidade de lidar.
Escolhas grandes ou pequenas todas trazem um impacto na nossa rotina, no nosso modo de agir, elas tem o poder de mudar toda uma vida e todo um futuro que já haviamos planejado anteriormente, são situações para se pensar e refletir se vale realmente a pena o que estamos fazendo e o que planejamos fazer desse momento em diante.
Tudo pesa na hora, pesa o coração, pesa a razão, pesa o antes, o agora e o depois, na hora que se tem que escolher algo e pensar se consegue conviver com ou sem aquilo , passa tudo em sua mente, em determinadas circunstâncias você projeta aquele filme como aquelas experiências de "quase morte", onde você revê alguns acontecimentos e até alguns conceitos que você tem.
Não tem como fugir de decisões e mudanças, vivemos nos reciclando diariamente, tentar evitar esse curso de nossa vida é impossível, não nascemos com uma idéia e morremos com ela intacta, ela sofre suas mutações e especializações, tudo muda, você vive e descobre muitas coisas, se decepciona com algumas, se alegra, aprende, quebra a cara ... tudo isso faz parte.
E existem decisões que possamos evitar para sempre, por mais que queremos fugir disso, temos que encarrar de frente por mais ruim e desconcertante que isso pareça ser, podemos nos surpreender e o que pode parecer a pior coisa, pode te fazer a pessoa mais feliz no futuro e mesmo que isso torne sua vida um caos, você tem que aprender a vencer e não entregar os pontos em qualquer obstáculo, pode parecer "clichê" esse tipo de fala, mas é a pura verdade, nossa vida é uma constante e infinita batalha contra nós e o mundo.
Tudo é uma questão de lidar com a vida e com tudo o que nos ocorre, já que não podemos nos viver protegendo e muito menos nos privando de alguns acontecimentos, é como canta Rita Lee "
...no fim da avenida, existe uma chance, uma sorte, uma nova saída, são coisas da vida..."