segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Sobre anos de uma flor

Sobre o encanto em forma de gente.






Posso dizer tudo e posso não dizer nada e sempre carregarei a certeza de que minha mensagem a você foi passada como eu de fato queria, pois você me compreende em todas as línguas, gestos e sentimentos e posso afirmar que certamente isso é recíproco.
Eu tenho tantas coisas para dizer de você e me atrapalho tentando organizá-las para dispor de maneira tão linda e completa como você merece, mas pensando bem é bom um pouco de anarquia, você bem gosta disso não é? Voce gosta de anarquia, cores, chocolates e de ter estilo ... talvez eu pudesse primeiramente te definir assim ao apresentar para uma pessoa, afinal é uma responsabilidade gigantesca apresentar uma pessoa feito você para qualquer outra que seja do mundo, tem que tomar cuidado para não falar muito e sufocar a pessoa ou falar pouco e ela não se interessar em te conhecer pessoalmente, se bem que ai eu poderia forçar um encontro entre você e essa pessoa e eu tenho a absoluta certeza de que ela não precisaria de palavra alguma saltando de minha boca, ela se inundaria de um encanto não sabe-se vindo de onde e veria muitas cores em você e no mundo que se seguiria após conhecer essa ilustre figura. Então não temo mais faltar ou exagerar nas palavras, você é feito um quadro inacabado, que todo dia nos oferece mais cores ou cores já conhecidas porém com um olhar ou luminosidade novo e também um livro com páginas sem fim, que nunca esgota a vontade de te ler, assim é você e assim se seguirão seus anos de vida encantado por ai e eu logo atrás procurando as palavras para a próxima pessoa do seu mundo.


Te amo minha cor, minha flor, minha cara!

sábado, 1 de agosto de 2009

E quando a inspiração foge?

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Quero que as palavras voltem e transponham o grito preso aqui dentro, só elas tem esse poder desmedido de transformar o que se faz calado.
As demais vertentes tem sido tão triviais, eu preciso buscar sem cessar pelas palavras que impõe minhas inspiração, elas de fato me constituem e trazem minha realidade paralela a tona. Eu vivo envolta a ela, se ela não houver tudo há de fenecer, desandar ou qualquer sinônimo que melhor lhe convir que caiba um terço da tristeza que fica aqui.


- Quem vai pagar as contas da inspiração?
- Eu pago com muito grado
- Então pague imediatamente e a terá de volta
- Eu tenho falta de ar, desapego ao mundo, eu tenho tudo quando ela aqui não está, eu te suplico me isente disso
- Não assim não pode ficar. Quero tudo o que possui
- Eu só possuo ela ...

O diálogo mudo dos olhares se estabelecem, a sala vazia e úmida se encheu de agonia como se sufocasse cada poro e quebrasse cada vertebra. A fotografia do lugar era impossível, tudo escuro, frio, vazio, de tão vazio perdeu até a agonia que ali habitava.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

PALAVRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS

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Palavras aleatórias me possuiram e me levaram por ai: tarde, pipoca, filme, laranja, chocante, mudar, letras, presença, realidade, intensidade, eternidade, cerveja, vista, férias, amor, fugir, oi, fish, mon amour, crepúsculo, menina, flor, solidão, anos, seco, forma, festa, quilômetros, som ... e quando eu vi já estava lá e não mais cá.

Passeamos e fizemos uma canção no ar, é cada palavra tinha um som, mas não como o dito corriqueiramente, era um som novo, eu nunca tinha ouvido nada parecido, aquilo me enfetiçou e eu segui flutuando.Nos vestimos de poesia e tudo passou a ser letrado. Não havia sequer algo material, só letra: ABCDEFZEPMHI ... letras, palavras, fraseados, paragráfos, páginas, linhas, colunas ... até lagunas tinham, mas logo era preenchidas pelas suas respectivas letras e consequentemente palavras. Eu as vi, senti, cheirei, peguei ... era tudo tão surreal que eu me julguei insana, massagiei os olhos e nada, tudo continuava intacto.

O fundo era colorido, alternado, bem descolado, despretencioso e assim que eu desviava a retina das palavras para as cores, essas encabuladas mudavam, eram quentes, frias, agressivas, calmas, se prestavam ao papel de coadjuvantes, corriam insistentemente atrás das estrelas principais e nada obtinham, elas eram inatingíveis, chegadas num platonicismo dos mais passionais... as palavras, o mundo era delas, eu era elas e mais ninguém.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Cumplice líquido



Ahhhhhh um café!
Não posso negar sou amante de ti e suas variáveis!
Que me venham capuccinos, cafés quentes ou gelados, menos balas e chocolates que te deturpam o sabor vergonhosamente.
Mas me venha você incorpado, quente, envolvente e viciante
Vem com essa fumaça que embriaga meu olfato enamorado e contagia essas quatro paredes com esse sabor tão complexo e delicioso que provém de você.
Venha de manhã, a tarde, a noite ou até mesmo de madrugada, mas não deixe de vir, você embala qualquer estação ou momento. Com seu poder de sedução que deixou até a econômia no topo e no chão.
Que saibam te preparar da maneira que deve ser, que entendam sua essência, que aproveitem de teu aroma e sabor lapidando como uma jóia em construção e que manusiem tal como o cuidado ao ser feito, pois você carrega lembranças e sentimentos dos quais se alastram nas mentes inquietas que se renderam a ti.
Venha para eu te apreciar com meu amado e meus amigos ao lado. Pode vir acompanhado com o pão de queijo ou outros tantos coadjuvantes casado, você é o protagonista e não a coadjuvante que te tire a fama. Venha cá acompanhar nossa prosa que hoje tua companhia não tem hora para acabar, ou se me encontrar sozinha não te apresses tenho um livro comigo e uma canção se manifestando no ar, anda venha, não demore a chegar.

sábado, 20 de junho de 2009

Inevitavelmente memórias

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Saio do cama quentinha que havia preparado para mim ao seu lado, já não era tão pequenina, não cabia mais em teu seio, era a 'moça' que você dizia quando fazia algo majestojo. Abro a porta, dou de cara com a sala, a TV me esperando com todo entretenimento da minha infância e aquela janela com feixes de luzes dos sábados atravessando a cortina transparente. E se olho adiante tem o quintal que deliciei-me entre as mangas de outrora. Dou alguns passos sonolentos e me deparo com você, já desperta e preparando magicamente aquele café repleto de guloseimas e já me questionando sobre o que planejo para o dia e o que desejo de almoço, respiro feliz, abro um sorriso tão contente como o seu. Nunca mais será assim.


‘Eu escrevo e te conto o que eu vi e me mostro de lá para você, guarde um sonho bom para mim.’

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Amargo

E quando vem a incoerência ?

Colocou os pés no chão, a mão no peito que doida em demasia.
A respiração aumentou a medida que os objetos ao lado de tornaram totalmente desinteressantes. A dor e a dúvida desceram corroendo todo seu corpo lentamente como um veneno letal e traiçoeiro, e o que era pior: em doses homeopáticas. Sua vontade era lançar-se contra o vento para ver o que ia acontecer, mas não o fez, só sofreu. Sofreu continuamente e chorou copiosamente cada gota que devia saltar de seus olhos, fez-se um mar imenso e se afundou em si mesmo com todos seus questionamentos e auto-torturas. Lutava contra seu eu interno para que ele aceitasse ao menos um riso forçado para tentarem fazer as pazes, mas ele relutava e não aceitava de forma alguma as pazes, porque sabia que o ponto cuminante de toda essa desordem veio por causa dela.
Ela no fundo bem sabia: era seu próprio deletério.
Mas logo ele se acalma e tudo volta ao que ela chama de 'normal'


Escrever alivia quando falar já não faz mais efeito

sábado, 6 de junho de 2009

Manifesto



Sentados em suas poltronas
Ingerem sem mastigar
A veracidade que vem a tona
Até a chegada do jantar

Conversam com euforia
Risos escandalosos
Traduzem essa alegria
Desses alienados gulosos

Desejo me manifestar
Um grito sobrecomum
Que não tarde a ecoar
E atinja qualquer um

Que os timpanos incomodem
E contagiem sem cessar
Para que se recordem
Da carne viva do outro a latejar



'Mas as pessoas na sala de jantar
Essas pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer ...'

[Veloso e Gil]