Me assusta muito nisso pensar, é fascinante e agonizante, é tão estranho e contraditório. Desperta minha ira constante.
Chega a doer demais (?!), já que o que você pensa não existir e descobre que há de alguma forma pode ser mais entristecedor do que algo que você já havia se conformado que não existe.
Complexidade não seria uma boa definição, tampouco estaria a altura de toda essa situação, ela requer muito mais que isso, requer coisas que não sei se terei em toda minha vida, é de uma tal maneira como se eu quisesse viver rapidamente para tentar compreender ou pelo menos alcançar o fim disso.
Ora adormecido, ora desperta e entra em erupção como um vulcão, quente e avassalador.
Egoísta, enlouquecedor, é ódio puro de tudo isso, é vontade de arrancar isso da existência, abolir da obrigatoriedade de ser viver
Nem em epistolas intermináveis isso seria terminado, nem descrito com o zelo e verdade que merece.
Nem encontros, nem desencontros e muito menos despedidas, são breves momentos.
Talvez esse breve desperte a eternidade.