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Palavras aleatórias me possuiram e me levaram por ai: tarde, pipoca, filme, laranja, chocante, mudar, letras, presença, realidade, intensidade, eternidade, cerveja, vista, férias, amor, fugir, oi, fish, mon amour, crepúsculo, menina, flor, solidão, anos, seco, forma, festa, quilômetros, som ... e quando eu vi já estava lá e não mais cá.
Passeamos e fizemos uma canção no ar, é cada palavra tinha um som, mas não como o dito corriqueiramente, era um som novo, eu nunca tinha ouvido nada parecido, aquilo me enfetiçou e eu segui flutuando.Nos vestimos de poesia e tudo passou a ser letrado. Não havia sequer algo material, só letra: ABCDEFZEPMHI ... letras, palavras, fraseados, paragráfos, páginas, linhas, colunas ... até lagunas tinham, mas logo era preenchidas pelas suas respectivas letras e consequentemente palavras. Eu as vi, senti, cheirei, peguei ... era tudo tão surreal que eu me julguei insana, massagiei os olhos e nada, tudo continuava intacto.
O fundo era colorido, alternado, bem descolado, despretencioso e assim que eu desviava a retina das palavras para as cores, essas encabuladas mudavam, eram quentes, frias, agressivas, calmas, se prestavam ao papel de coadjuvantes, corriam insistentemente atrás das estrelas principais e nada obtinham, elas eram inatingíveis, chegadas num platonicismo dos mais passionais... as palavras, o mundo era delas, eu era elas e mais ninguém.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
Cumplice líquido

Ahhhhhh um café!
Não posso negar sou amante de ti e suas variáveis!
Que me venham capuccinos, cafés quentes ou gelados, menos balas e chocolates que te deturpam o sabor vergonhosamente.
Mas me venha você incorpado, quente, envolvente e viciante
Vem com essa fumaça que embriaga meu olfato enamorado e contagia essas quatro paredes com esse sabor tão complexo e delicioso que provém de você.
Venha de manhã, a tarde, a noite ou até mesmo de madrugada, mas não deixe de vir, você embala qualquer estação ou momento. Com seu poder de sedução que deixou até a econômia no topo e no chão.
Que saibam te preparar da maneira que deve ser, que entendam sua essência, que aproveitem de teu aroma e sabor lapidando como uma jóia em construção e que manusiem tal como o cuidado ao ser feito, pois você carrega lembranças e sentimentos dos quais se alastram nas mentes inquietas que se renderam a ti.
Venha para eu te apreciar com meu amado e meus amigos ao lado. Pode vir acompanhado com o pão de queijo ou outros tantos coadjuvantes casado, você é o protagonista e não a coadjuvante que te tire a fama. Venha cá acompanhar nossa prosa que hoje tua companhia não tem hora para acabar, ou se me encontrar sozinha não te apresses tenho um livro comigo e uma canção se manifestando no ar, anda venha, não demore a chegar.
sábado, 20 de junho de 2009
Inevitavelmente memórias
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Saio do cama quentinha que havia preparado para mim ao seu lado, já não era tão pequenina, não cabia mais em teu seio, era a 'moça' que você dizia quando fazia algo majestojo. Abro a porta, dou de cara com a sala, a TV me esperando com todo entretenimento da minha infância e aquela janela com feixes de luzes dos sábados atravessando a cortina transparente. E se olho adiante tem o quintal que deliciei-me entre as mangas de outrora. Dou alguns passos sonolentos e me deparo com você, já desperta e preparando magicamente aquele café repleto de guloseimas e já me questionando sobre o que planejo para o dia e o que desejo de almoço, respiro feliz, abro um sorriso tão contente como o seu. Nunca mais será assim.
‘Eu escrevo e te conto o que eu vi e me mostro de lá para você, guarde um sonho bom para mim.’
Saio do cama quentinha que havia preparado para mim ao seu lado, já não era tão pequenina, não cabia mais em teu seio, era a 'moça' que você dizia quando fazia algo majestojo. Abro a porta, dou de cara com a sala, a TV me esperando com todo entretenimento da minha infância e aquela janela com feixes de luzes dos sábados atravessando a cortina transparente. E se olho adiante tem o quintal que deliciei-me entre as mangas de outrora. Dou alguns passos sonolentos e me deparo com você, já desperta e preparando magicamente aquele café repleto de guloseimas e já me questionando sobre o que planejo para o dia e o que desejo de almoço, respiro feliz, abro um sorriso tão contente como o seu. Nunca mais será assim.
‘Eu escrevo e te conto o que eu vi e me mostro de lá para você, guarde um sonho bom para mim.’
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Amargo
E quando vem a incoerência ?
Colocou os pés no chão, a mão no peito que doida em demasia.
A respiração aumentou a medida que os objetos ao lado de tornaram totalmente desinteressantes. A dor e a dúvida desceram corroendo todo seu corpo lentamente como um veneno letal e traiçoeiro, e o que era pior: em doses homeopáticas. Sua vontade era lançar-se contra o vento para ver o que ia acontecer, mas não o fez, só sofreu. Sofreu continuamente e chorou copiosamente cada gota que devia saltar de seus olhos, fez-se um mar imenso e se afundou em si mesmo com todos seus questionamentos e auto-torturas. Lutava contra seu eu interno para que ele aceitasse ao menos um riso forçado para tentarem fazer as pazes, mas ele relutava e não aceitava de forma alguma as pazes, porque sabia que o ponto cuminante de toda essa desordem veio por causa dela.
Ela no fundo bem sabia: era seu próprio deletério.
Mas logo ele se acalma e tudo volta ao que ela chama de 'normal'
Escrever alivia quando falar já não faz mais efeito
Colocou os pés no chão, a mão no peito que doida em demasia.
A respiração aumentou a medida que os objetos ao lado de tornaram totalmente desinteressantes. A dor e a dúvida desceram corroendo todo seu corpo lentamente como um veneno letal e traiçoeiro, e o que era pior: em doses homeopáticas. Sua vontade era lançar-se contra o vento para ver o que ia acontecer, mas não o fez, só sofreu. Sofreu continuamente e chorou copiosamente cada gota que devia saltar de seus olhos, fez-se um mar imenso e se afundou em si mesmo com todos seus questionamentos e auto-torturas. Lutava contra seu eu interno para que ele aceitasse ao menos um riso forçado para tentarem fazer as pazes, mas ele relutava e não aceitava de forma alguma as pazes, porque sabia que o ponto cuminante de toda essa desordem veio por causa dela.
Ela no fundo bem sabia: era seu próprio deletério.
Mas logo ele se acalma e tudo volta ao que ela chama de 'normal'
Escrever alivia quando falar já não faz mais efeito
sábado, 6 de junho de 2009
Manifesto

Sentados em suas poltronas
Ingerem sem mastigar
A veracidade que vem a tona
Até a chegada do jantar
Conversam com euforia
Risos escandalosos
Traduzem essa alegria
Desses alienados gulosos
Desejo me manifestar
Um grito sobrecomum
Que não tarde a ecoar
E atinja qualquer um
Que os timpanos incomodem
E contagiem sem cessar
Para que se recordem
Da carne viva do outro a latejar
'Mas as pessoas na sala de jantar
Essas pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer ...'
[Veloso e Gil]
domingo, 31 de maio de 2009
Fuga
sábado, 30 de maio de 2009
O mimo de carne e osso
Transposto em palavras

1 metro e pouco de muito estilo
Se me falarem de amizade, especialmente de cumplicidade é de você que vou de imediato lembrar. Você se mantém sempre presente nos relatos da minha vida. Já não há quem conheça a Lari e automaticamente não conheça a Deize pelas histórias juntas e conseqüentemente não queira conhecê-la pessoalmente.
Já falei tanto do nosso conhecimento, mas pouco da nossa ausência cotidiana. Saber que você ia se mudar, mesmo que para a mesma cidade, foi estranho e repentino demais para mim, achava que aquilo ia ficar sempre nas teorias dos seus pais, mas eis que dessa vez se fez prática. Confesso que bateu um medo em mim da gente cair no esquecimento, mas hoje eu sei que ele já foi-se embora. Como você mesma diz, certa como sempre com seus conselhos e palavras cabíveis: 'encontramos sempre uma forma de colocar a vida uma da outra envolvida na sua' na nossa vida mais cibernética do que presencial, mas que se dane que a internet é fria e outros frusfrus que dizem por ai, eu sou tão grata a ela por poder levar um pouquinho de mim até você em meio de palavras e assim poder conter um pouco da saudade que palpita por aqui. Enquanto não posso receber esse abraço acolhedor que vem de você eu fico aqui do outro lado com esse pedacinho de mundo que você me ajudou a construir e traçar um olhar diferente.
Te amo muito e esse espacinho por mais que eficaz ainda é pouco para expressar tudo isso.

1 metro e pouco de muito estilo
Se me falarem de amizade, especialmente de cumplicidade é de você que vou de imediato lembrar. Você se mantém sempre presente nos relatos da minha vida. Já não há quem conheça a Lari e automaticamente não conheça a Deize pelas histórias juntas e conseqüentemente não queira conhecê-la pessoalmente.
Já falei tanto do nosso conhecimento, mas pouco da nossa ausência cotidiana. Saber que você ia se mudar, mesmo que para a mesma cidade, foi estranho e repentino demais para mim, achava que aquilo ia ficar sempre nas teorias dos seus pais, mas eis que dessa vez se fez prática. Confesso que bateu um medo em mim da gente cair no esquecimento, mas hoje eu sei que ele já foi-se embora. Como você mesma diz, certa como sempre com seus conselhos e palavras cabíveis: 'encontramos sempre uma forma de colocar a vida uma da outra envolvida na sua' na nossa vida mais cibernética do que presencial, mas que se dane que a internet é fria e outros frusfrus que dizem por ai, eu sou tão grata a ela por poder levar um pouquinho de mim até você em meio de palavras e assim poder conter um pouco da saudade que palpita por aqui. Enquanto não posso receber esse abraço acolhedor que vem de você eu fico aqui do outro lado com esse pedacinho de mundo que você me ajudou a construir e traçar um olhar diferente.
Te amo muito e esse espacinho por mais que eficaz ainda é pouco para expressar tudo isso.
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