quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Para um menino com uma estrela




Porque você é um menino e tem um olhar feito estrela que mesmo de longe não sai de mim e eu lhe prometo ser eternamente sua, salvo se você transferir seu olhar para outra que lhe agrade mais, o que jamais há de acontecer pois suas retinas são sensíveis e devem ser conquistadas de maneira que só eu sei como deve ser feito e você gosta de pé de moleque, paçoquinha, quer dizer doces de amendoim.
E porque você é um menino com uma estrela e dessa estrela no olhar saíram lágrimas quando você se deu conta que eu podia ser sua e também quando achou que sua eu não iria mais ser. E porque você sonha que eu posso ser de outro, mas bem sabe que isso não tem cabimento e que todos os outros são apenas outros perto de você. E porque quando você começou a gostar de mim era reveillon e estavámos todos embriagados descrevendo as características de um amor desejado e a partir daí você passou a querer se esse meu amor, pois eu queria tudo o que você tinha e almejava. E porque você tem um rosto iluminado, de formato e feições que eu fantasiava nos meus sonhos mais secretos de adolescência enquanto era embalada com as mesmas canções que você do outro lado da cidade. E porque você é um menino com uma estrela eu lhe prenuncio décadas e décadas com a sua estrela a brilhar mais forte que tudo, pelo menos até quando você estiver aqui comigo.
E porque você é um menino com uma estrela e tem um andar sem denominação que pode ser discreto e encantador ou até mesmo efusivo em todo seu lado cômico; e porque você canta e mesmo que insista em dizer que desafina meus ouvidos não consegue perceber isso em meio a toda ternura que vem de ti. E nas vezes que adormeço em seu peito você permanece acordado me admirando e declarando bem de mansinho seu amor, planos e anceios para o nosso futuro e isso me enche de amor e esse seus olhos de estrela podem ficar noites sem fim me olhando sem perder uma ponta de brilho no seu par de estrelas que me fazem sentir acolhida.
E porque você é um menino com uma estrela e roubou meu coração do bolso e adora a comida que minha mãe faz, especialmente o purê de batata e quer que eu faça como ela quando juntarmos a flor com a estrela. E sendo você um menino com uma estrela eu lhe peço que nunca deixe minha flor sozinha como naquele dia que fui ao café e você foi para outro canto iluminar. E se caso um dia tú me abandonar um vazio tão grande há de se estabelecer que homem algum será capaz de se aproximar de mim, pois meus poemas jamais seria intensos para eles como foram para ti. E porque você é um menino com uma estrela que eu conheço desde o nosso primeiro dia eu lhe escrevi diversas linhas com amor contidas nelas, a fim de que na ausência em qualquer circunstância você pode se amparar nelas até cair no sono e eu habitar seus sonhos.
E porque você é MEU menino com uma estrela eu corro o relógio para te ver e por mais que se passem anos meu coração dispara ao fitar seu par de estrelas. Eu sei, ahh como sei, que o meu amor por você é feito de todos os amores de cinema e dos livros que eu me debruço e me delicio, e você é o filho do amor que eu criei idealizado aqui em mim e foi sendo trazido sutilmente para perto de mim ao longo dos meses daquele ano através de encontros esporádicos e cada vez mais indispensáveis - porque você é lindo, porque você é admirável e sobretudo porque você é um menino com uma estrela.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Sobre anos de uma flor

Sobre o encanto em forma de gente.






Posso dizer tudo e posso não dizer nada e sempre carregarei a certeza de que minha mensagem a você foi passada como eu de fato queria, pois você me compreende em todas as línguas, gestos e sentimentos e posso afirmar que certamente isso é recíproco.
Eu tenho tantas coisas para dizer de você e me atrapalho tentando organizá-las para dispor de maneira tão linda e completa como você merece, mas pensando bem é bom um pouco de anarquia, você bem gosta disso não é? Voce gosta de anarquia, cores, chocolates e de ter estilo ... talvez eu pudesse primeiramente te definir assim ao apresentar para uma pessoa, afinal é uma responsabilidade gigantesca apresentar uma pessoa feito você para qualquer outra que seja do mundo, tem que tomar cuidado para não falar muito e sufocar a pessoa ou falar pouco e ela não se interessar em te conhecer pessoalmente, se bem que ai eu poderia forçar um encontro entre você e essa pessoa e eu tenho a absoluta certeza de que ela não precisaria de palavra alguma saltando de minha boca, ela se inundaria de um encanto não sabe-se vindo de onde e veria muitas cores em você e no mundo que se seguiria após conhecer essa ilustre figura. Então não temo mais faltar ou exagerar nas palavras, você é feito um quadro inacabado, que todo dia nos oferece mais cores ou cores já conhecidas porém com um olhar ou luminosidade novo e também um livro com páginas sem fim, que nunca esgota a vontade de te ler, assim é você e assim se seguirão seus anos de vida encantado por ai e eu logo atrás procurando as palavras para a próxima pessoa do seu mundo.


Te amo minha cor, minha flor, minha cara!

sábado, 1 de agosto de 2009

E quando a inspiração foge?

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Quero que as palavras voltem e transponham o grito preso aqui dentro, só elas tem esse poder desmedido de transformar o que se faz calado.
As demais vertentes tem sido tão triviais, eu preciso buscar sem cessar pelas palavras que impõe minhas inspiração, elas de fato me constituem e trazem minha realidade paralela a tona. Eu vivo envolta a ela, se ela não houver tudo há de fenecer, desandar ou qualquer sinônimo que melhor lhe convir que caiba um terço da tristeza que fica aqui.


- Quem vai pagar as contas da inspiração?
- Eu pago com muito grado
- Então pague imediatamente e a terá de volta
- Eu tenho falta de ar, desapego ao mundo, eu tenho tudo quando ela aqui não está, eu te suplico me isente disso
- Não assim não pode ficar. Quero tudo o que possui
- Eu só possuo ela ...

O diálogo mudo dos olhares se estabelecem, a sala vazia e úmida se encheu de agonia como se sufocasse cada poro e quebrasse cada vertebra. A fotografia do lugar era impossível, tudo escuro, frio, vazio, de tão vazio perdeu até a agonia que ali habitava.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

PALAVRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS

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Palavras aleatórias me possuiram e me levaram por ai: tarde, pipoca, filme, laranja, chocante, mudar, letras, presença, realidade, intensidade, eternidade, cerveja, vista, férias, amor, fugir, oi, fish, mon amour, crepúsculo, menina, flor, solidão, anos, seco, forma, festa, quilômetros, som ... e quando eu vi já estava lá e não mais cá.

Passeamos e fizemos uma canção no ar, é cada palavra tinha um som, mas não como o dito corriqueiramente, era um som novo, eu nunca tinha ouvido nada parecido, aquilo me enfetiçou e eu segui flutuando.Nos vestimos de poesia e tudo passou a ser letrado. Não havia sequer algo material, só letra: ABCDEFZEPMHI ... letras, palavras, fraseados, paragráfos, páginas, linhas, colunas ... até lagunas tinham, mas logo era preenchidas pelas suas respectivas letras e consequentemente palavras. Eu as vi, senti, cheirei, peguei ... era tudo tão surreal que eu me julguei insana, massagiei os olhos e nada, tudo continuava intacto.

O fundo era colorido, alternado, bem descolado, despretencioso e assim que eu desviava a retina das palavras para as cores, essas encabuladas mudavam, eram quentes, frias, agressivas, calmas, se prestavam ao papel de coadjuvantes, corriam insistentemente atrás das estrelas principais e nada obtinham, elas eram inatingíveis, chegadas num platonicismo dos mais passionais... as palavras, o mundo era delas, eu era elas e mais ninguém.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Cumplice líquido



Ahhhhhh um café!
Não posso negar sou amante de ti e suas variáveis!
Que me venham capuccinos, cafés quentes ou gelados, menos balas e chocolates que te deturpam o sabor vergonhosamente.
Mas me venha você incorpado, quente, envolvente e viciante
Vem com essa fumaça que embriaga meu olfato enamorado e contagia essas quatro paredes com esse sabor tão complexo e delicioso que provém de você.
Venha de manhã, a tarde, a noite ou até mesmo de madrugada, mas não deixe de vir, você embala qualquer estação ou momento. Com seu poder de sedução que deixou até a econômia no topo e no chão.
Que saibam te preparar da maneira que deve ser, que entendam sua essência, que aproveitem de teu aroma e sabor lapidando como uma jóia em construção e que manusiem tal como o cuidado ao ser feito, pois você carrega lembranças e sentimentos dos quais se alastram nas mentes inquietas que se renderam a ti.
Venha para eu te apreciar com meu amado e meus amigos ao lado. Pode vir acompanhado com o pão de queijo ou outros tantos coadjuvantes casado, você é o protagonista e não a coadjuvante que te tire a fama. Venha cá acompanhar nossa prosa que hoje tua companhia não tem hora para acabar, ou se me encontrar sozinha não te apresses tenho um livro comigo e uma canção se manifestando no ar, anda venha, não demore a chegar.

sábado, 20 de junho de 2009

Inevitavelmente memórias

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Saio do cama quentinha que havia preparado para mim ao seu lado, já não era tão pequenina, não cabia mais em teu seio, era a 'moça' que você dizia quando fazia algo majestojo. Abro a porta, dou de cara com a sala, a TV me esperando com todo entretenimento da minha infância e aquela janela com feixes de luzes dos sábados atravessando a cortina transparente. E se olho adiante tem o quintal que deliciei-me entre as mangas de outrora. Dou alguns passos sonolentos e me deparo com você, já desperta e preparando magicamente aquele café repleto de guloseimas e já me questionando sobre o que planejo para o dia e o que desejo de almoço, respiro feliz, abro um sorriso tão contente como o seu. Nunca mais será assim.


‘Eu escrevo e te conto o que eu vi e me mostro de lá para você, guarde um sonho bom para mim.’

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Amargo

E quando vem a incoerência ?

Colocou os pés no chão, a mão no peito que doida em demasia.
A respiração aumentou a medida que os objetos ao lado de tornaram totalmente desinteressantes. A dor e a dúvida desceram corroendo todo seu corpo lentamente como um veneno letal e traiçoeiro, e o que era pior: em doses homeopáticas. Sua vontade era lançar-se contra o vento para ver o que ia acontecer, mas não o fez, só sofreu. Sofreu continuamente e chorou copiosamente cada gota que devia saltar de seus olhos, fez-se um mar imenso e se afundou em si mesmo com todos seus questionamentos e auto-torturas. Lutava contra seu eu interno para que ele aceitasse ao menos um riso forçado para tentarem fazer as pazes, mas ele relutava e não aceitava de forma alguma as pazes, porque sabia que o ponto cuminante de toda essa desordem veio por causa dela.
Ela no fundo bem sabia: era seu próprio deletério.
Mas logo ele se acalma e tudo volta ao que ela chama de 'normal'


Escrever alivia quando falar já não faz mais efeito