quarta-feira, 30 de abril de 2008

Cadê?

Esses dias ao passar pela praça que costumo passar diariamente me deparei com algo diferente no local: uma praça! Sim, pela primeira vez eu parei pra ver em volta, acho que deve ter sido a fonte que agora está funcionando e o aspecto que está mais convidativo (afinal época de eleição né) e acabou por me convidar a parar pra apreciar aquele local que passa despercebido todos os dias e é ofuscado pela pressa, porque eu estou atrasada pro cursinho, ou porque estou perdendo o ônibus pra ir embora, tenho que passar 'rapidinho' na biblioteca e ir embora, ou qualquer outro motivo que sempre remete compromisso, algo que tenho que fazer e não posso parar. Depois de ter esse 'renascimento' para a arquitetura americanense eu comecei a pensar e prestar atenção que isso não é só comigo e que isso não é só na praça, a fonte, os bancos que passam quase que impercepitíveis no nosso cotidiano, é praticamente tudo ao nosso redor, até as pessoas, aquelas do ônibus, do centro da cidade, parece que ninguém se vê mais, o individualismo dominou nossa vida e monopolizou nossas relações pessoais e com a natureza, as construções, com quase tudo que temos (e não vemos). É essa correria constante, o trabalho que nos toma todo o dia, os estudos e o tempo que nos sobra às vezes parece ser tão pouco e tão mal aproveitado, não paramos sequer pra outrar em nosso redor, pra curtir a nossa cidade, pra nos relacionarmos com as pessoas, pra dar um 'bom dia' ao motorista que durante meses ( e porque não anos) dirige a condução que você toma para chegar ao seu destino. É muito e-mail, msn, orkut, telefone, contas pra pagar, coisas a comprar, almoço pra fazer, reunião com o chefe, conversa com o gerente do banco, 'ahh aquela consulta com o cardiologista', seminário pra apresentar, aula pra preparar, paciente pra atender, fazer, entregar, chegar ... correr, correr, correr, correr que esquecemos do que é nosso, do que é viver!

2 comentários:

Raul Vinicius disse...

Caraca Lari, que genial isso!

Eu sempre penso nisso, mas me faltam palavras.
Não que eu seja a pessoa mais simpática do mundo, mas todo mundo se esqueceu de que a vida não é só trabalho e você mesmo. O 'Ser humano' tornou-se 'ser dinheiro', De humano não vemos nada!

Deize disse...

Realmente,
Como sempre tenho que concordar com vc...
Infelizmente aquele costume, hj em dia conhecido pelo termo fofocar acabou, não sabemos que são nossos vizinhos ou pessoas que frequentam a mesma igreja, não conhecemos a mulher do caixa do supermercado, nem o tiozinho da padaria, conhecemos melhor as pessoas com quem trabalhamos ou estudamos do que nossa própria família, a simpatia e o prazer de dizer um 'bom dia, como vai?' foram substituídos pelo 'estou com pressa, agora não posso', as vezes nem isso só o silência já responde a tudo ao seu redor extamente isso...

Beijo
Te amo Ermã