sábado, 12 de julho de 2008

Desgastante

A música cansou de propagar
E as vertentes do sim e não já não querer mais continuar
Outra inspiração foi conquistada
Nostalgia já vai saindo pelas entrelinhas
A prosa e poesia realista habitam em mim
As certezas querem se entrelaçar
E repelir toda essa ambigüidade
Que ora enoja e outra encanta
E traz um eu não estimado
Pensamentos obscuros, libidinosos, avassaladores
Incansavelmente ramificados
Subdivididos porcamente e desnexados
Demasiadamente deserto e incerto
Quem derá ouvesse uma constância
Entretanto tudo irá embaralhar
Seja no nascer do sol, ou ao seu pôr
Seja em lençóis, em becos, em solo esverdeado
Em menções ou até naquelas canções
O outrora vai voltar e alinhar a incerteza
Decidido, indeciso
Estruturado, desestruturado
Continuamente impoluto
Pra mim, pra ele (a) e pra você

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