A respiração rotineira e os sorrisos jogados no ar cessaram naquele exato momento, mesmo que previsto foi desconcertante. E desabaram-se muros e muros sobre a sua cabeça sonhadora. Daí em diante foram descargas frenéticas de quedas até o cair da noite. O intervalo deu-se com dois copos de cerveja, revistas e palavras. Mas a última e não menos importante não tardou a chegar e lhe trouxe todo afã escondido e de carona o queixume e todo o conjunto de medos que sempre a atormentou e se juntaram todos com uma disciplina sem igual e atormentaram impiedosamente o pensamento já exausto, massacraram todo sossego estabelecido. Mas é de toda sua culpa, ou de uma parte que por mais que pequena em relação ao todo uniu-se e contruiu uma muralha. E do riso fez-se pranto entre lençóis a sós com ela mesma.
Ahh! Vamos tome as rédeas querida! Oh tome a coragem e só, pois todo ser principia tudo e tudo carrega sozinho! Eia, eia, eia que o tempo te corrói sem dó!
4 comentários:
E o tempo não pára!
Lari, você me emociona, sabia? Como pode dominar tão bem nossa língua mãe? Quando eu crescer [se crescer! rs], quero ser assim também...
Obrigada por passar constantemente no meu blog, isso me incentiva bastante, nossa. Mas ando meio sem 'talento': meus pensamentos mais parecem, ultimamente, serem quase impossíveis de se escrever!
Bem, vou treinando! rs
beijo!
... e se a última palavra a fez ainda mais infeliz, que comece uma nova fala, ainda que só! Qual é o seu sentido? Sinta-o, e seja. Por si.
eu só não queria ter sido causador de um desses medos =/
Mas sim, amor, medos virão, e irão, com a mesma facilidade.
Me fez lembral algo...
" tudo que existe, primeiro foi essencia, exeto o homem que primeiro exite..."
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