segunda-feira, 25 de maio de 2009

Um copo cheio

distância

s. f.
1. Intervalo entre dois pontos, dois lugares, dois objectos.
2. Afastamento.
3. Grande diferença; desproporção; longitude.
4. Espaço de tempo que medeia entre dois factos, duas ocasiões ou épocas.
5. Fig. Diferença entre categorias sociais.




Distância é um assunto complicado. Existem vários tipos de distância: há que é convidada a entrar que é quando já não há mais vontade de ver a pessoa; a que escancara a porta quando o oposto ao sentimento antes sentido se instaura e a que sutilmente entra por debaixo da porta de mansinho que é a dura prova de que de fato não houve um sentimento comum entre as partes. Só não pode se dizer que km o metros são totalmente responsáveis pela distância.
Ela vem de dentro para fora, somos nós os responsáveis diretos por ela e não há ninguém nesse mundo que possa combatê-la antes de nós mesmos. Não há sentimento que sobreviva ao pessimismo ou a realidade que muitas vezes insiste em reinar em nossas cabeças, daí tudo desanda, as flores murcham, a afinidade não é a mesma, as bobeiras antes ditas que rendiam extensas gargalhadas se fazem totalmente sem graça e os assuntos do cotidiano já não parecem mais válidos para se compartilhar e logo já não há mais o que dizer, até o oi é sem gosto. É ai que parece que todos os tipos de distância se fazem uma só, daí surge a nossa dificuldade em saber onde tudo começou e colocamos a culpa na distância em km. Mas onde existe a reciprocidade meu caro, não há lugar para distância, manipulações ou qualquer tipo de blá blá blá que vem sendo mal do nosso século. Onde há reciprocidade há uma trajetória inteira para se percorrer juntos, mesmo que em pensamento e por mais utópico que possa ser nesses tempos em que o individualismo virou filosofia de vida.

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