quarta-feira, 10 de junho de 2009

Amargo

E quando vem a incoerência ?

Colocou os pés no chão, a mão no peito que doida em demasia.
A respiração aumentou a medida que os objetos ao lado de tornaram totalmente desinteressantes. A dor e a dúvida desceram corroendo todo seu corpo lentamente como um veneno letal e traiçoeiro, e o que era pior: em doses homeopáticas. Sua vontade era lançar-se contra o vento para ver o que ia acontecer, mas não o fez, só sofreu. Sofreu continuamente e chorou copiosamente cada gota que devia saltar de seus olhos, fez-se um mar imenso e se afundou em si mesmo com todos seus questionamentos e auto-torturas. Lutava contra seu eu interno para que ele aceitasse ao menos um riso forçado para tentarem fazer as pazes, mas ele relutava e não aceitava de forma alguma as pazes, porque sabia que o ponto cuminante de toda essa desordem veio por causa dela.
Ela no fundo bem sabia: era seu próprio deletério.
Mas logo ele se acalma e tudo volta ao que ela chama de 'normal'


Escrever alivia quando falar já não faz mais efeito

3 comentários:

Deize disse...

Nossa Lari...Me li agora!

Ler me deixou aflita...kkk

Hermana tá perfeito!

Raul Vinicius disse...

Caramba.
Gostei bastante, só não entendi o porque.

Tati Tosta disse...

.Lari adorei este.
.
Muito perfeito mesmo
.