Uma cerveja, um jantar, uma transa, um baseado.
A gente enrola no bar, no restaurante, na rua, na cama.
Enrola olhando pra fotos, enrola se olhando no espelho.
Se enrola numa teia de lembranças da qual devemos nos desfazer
E deixarmo-nos levar pelo charme do que poderia ter sido
ou tido
ou dito
Pelos flertes que não terminarão na cama
Pelo leve toque dos abraços demorados
Pelos telefonemas sem sentido
Pelas fugas noite adentro a fim de congelar o tempo
Pelos e-mails salvos em rascunho
Pelos sentimentos que já não conseguimos nomear (ou sentir)
Pelas cervejas quentes e pelos cafés frios
Aceitemos que o tempo passou
Nenhum comentário:
Postar um comentário