quero tudo afoita como quem quer ar
arrebatada como quem acabou de despertar
quero lancinante como soco
quero inebriante como a cachaça
quero feito deletério e mistério
quero verão, escuridão, clarão, inverno
quero tudo
como quem quer o mundo
quero tudo como quem quer
tudo
terça-feira, 19 de novembro de 2013
sábado, 19 de outubro de 2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
quarta-feira, 1 de maio de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
domingo, 7 de abril de 2013
um vendaval que se soltou
espalhando-se cor de abóbora no vento
esquecendo-se de tudo
sentindo-se (n)o mundo
esquecendo-se de tudo
sentindo-se (n)o mundo
sábado, 23 de março de 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
Mais vale o que será
Uma cerveja, um jantar, uma transa, um baseado.
A gente enrola no bar, no restaurante, na rua, na cama.
Enrola olhando pra fotos, enrola se olhando no espelho.
Se enrola numa teia de lembranças da qual devemos nos desfazer
E deixarmo-nos levar pelo charme do que poderia ter sido
ou tido
ou dito
Pelos flertes que não terminarão na cama
Pelo leve toque dos abraços demorados
Pelos telefonemas sem sentido
Pelas fugas noite adentro a fim de congelar o tempo
Pelos e-mails salvos em rascunho
Pelos sentimentos que já não conseguimos nomear (ou sentir)
Pelas cervejas quentes e pelos cafés frios
Aceitemos que o tempo passou
A gente enrola no bar, no restaurante, na rua, na cama.
Enrola olhando pra fotos, enrola se olhando no espelho.
Se enrola numa teia de lembranças da qual devemos nos desfazer
E deixarmo-nos levar pelo charme do que poderia ter sido
ou tido
ou dito
Pelos flertes que não terminarão na cama
Pelo leve toque dos abraços demorados
Pelos telefonemas sem sentido
Pelas fugas noite adentro a fim de congelar o tempo
Pelos e-mails salvos em rascunho
Pelos sentimentos que já não conseguimos nomear (ou sentir)
Pelas cervejas quentes e pelos cafés frios
Aceitemos que o tempo passou
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Sufocando arrependimentos
Fechou os olhos e mentalizou:
Antes ferir-se com palavras do que com silêncios
Abriu os olhos e deixou que os dedos pousassem sob as teclas sem pudor.
Antes ferir-se com palavras do que com silêncios
Abriu os olhos e deixou que os dedos pousassem sob as teclas sem pudor.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Do céu pro divã
O altar quebrou, mas ficaram em volta vidros suficientes para cortarem o pé do santo desbeatificado.
As flores secaram e parecem ter convertido-se em espinhos, bem como as velas que derreteram e agora fazem casa para as teias de aranha e restos que atraem ratos.
A imundisse está por todos os lados ocupando o que outrora foi uma atmosfera divina de adoração.
Os fiéis agora fazem procissões para chafurdar seus santinhos na lama ou queimá-los em praça pública.
Essa é a história do santo que desceu do céu para cair no divã.
As flores secaram e parecem ter convertido-se em espinhos, bem como as velas que derreteram e agora fazem casa para as teias de aranha e restos que atraem ratos.
A imundisse está por todos os lados ocupando o que outrora foi uma atmosfera divina de adoração.
Os fiéis agora fazem procissões para chafurdar seus santinhos na lama ou queimá-los em praça pública.
Essa é a história do santo que desceu do céu para cair no divã.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Certas coisas não tem como aprender
Optou por explodir pro mundo ao invés de implodir em si mesma.
Já havia inúmeros remendos e cicatrizes mal suturadas.
Precisava que outro alguém pagasse a conta ao menos desta vez.
Já havia inúmeros remendos e cicatrizes mal suturadas.
Precisava que outro alguém pagasse a conta ao menos desta vez.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
She given up talking
Está só e cheia de histórias. Elas pululam incessantemente de todos os lados.
Quando os filmes terminam, pra ela as histórias não acabam não.
Além disso elas brotam de uma canção.
Em casa fita objetos e as histórias põem-se a saltar
No pote de manteiga tem a família infeliz: traição, contas atrasadas e gente mau amada.
Na garrafa d'água tem o mar que tirou um tempo para descansar de tanto (a)mar.
Na janela tem a menina que espera ver além dela.
No chão, na bula de remédio, no colchão ...
Enquanto as tem nunca se deita só não.
Acha-se histórias em doses cavalares por todos os lugares.
É que há tempos ela desistiu de falar, contenta-se agora apenas em imaginar.
A realidade não rima, então prefere seguir de história em história,
A vida lhe parece assim mais afável.
Quando os filmes terminam, pra ela as histórias não acabam não.
Além disso elas brotam de uma canção.
Em casa fita objetos e as histórias põem-se a saltar
No pote de manteiga tem a família infeliz: traição, contas atrasadas e gente mau amada.
Na garrafa d'água tem o mar que tirou um tempo para descansar de tanto (a)mar.
Na janela tem a menina que espera ver além dela.
No chão, na bula de remédio, no colchão ...
Enquanto as tem nunca se deita só não.
Acha-se histórias em doses cavalares por todos os lugares.
É que há tempos ela desistiu de falar, contenta-se agora apenas em imaginar.
A realidade não rima, então prefere seguir de história em história,
A vida lhe parece assim mais afável.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Sobre um combinado
Piscianos anseiam e acreditam em bons ventos mesmo quando se vêem em meio a um sertão de desencanto.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
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