domingo, 26 de outubro de 2008

Além do que se vê


Sobre uma observação minha; um belo amigo que viu a menina ao longe e sobre todas as outros sentidos que você achar nele.


Tchuuuum, parou
Abriu a porta
Ela entrou
Passou delicadamente pela roleta
Entregou o bilhete
Lançou um longo olhar
De cansaço tristemente
Pareceu-me batalhadora
E um tanto sofredora
Curvada pela idade
Vestimenta simples
E a medida que a olhava
Sentia culpa
Culpa de ser gente assim
Gente feliz, sorridente
E envolvido pela música
Fui te reparar
Montei lhe uma história
E guardei na memória
Resta me a dúvida
Se ela realmente há de ser a tua
Doce solidão
Parecia que também era minha
Parecia que eu te conhecia.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

8 garrafas e 3 copos.


Sonolência. Vem e Vai. Baladas interrompidas. Movimentos bruscos não calculados. Lapsos extasiantes de boemia. O sol que tardia. Olhos cessam. Tic tac corre. Roda corrói o asfalto. Desço e ando. Páro o canto. Cheguei, sentei e sonetos senti. Unhas roidas. Idéias em jazidas. Dedos roçando o zíper. Ela declamando os versos dele. silên[shiuuuuuuuuuuuuuu]cio.
4h40.

Eu sou a musa e elas a inspiração
De intenção vagabunda
Fugaz!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Cadê?


Agente se encontra?
Nunca
Perdido anda
Sempre
Agente só se engana
Tem gana, semana, cama
Vontade de se achar
Anda perdido só
ou
Nem tão só assim
Se perde no outro
Se perde em si
Se perde na tese
Se perde no espaço
Se perde no tempo
Se perde no ato
Se perde no retrato
Se perde por aqui

Se perde, se perde
Somente
Absolutamente.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Conjulgando


E desde então sou tua
Da maneira mais pura
E mais completa
Por inteiro me dedico

E desde então renasci
Para o mesmo mundo
Noutra perspectiva
Outra dimensão

E desde então me revelo
Sorrio, canto, vivo
Comtemplo cada momento
Sou eu mais do que antes

E desde então te reparo
Vejo todo teu ser claramente
Saltam qualidades extraordinárias
E surgem também adoráveis defeitos

E desde então tú és
Uma parte em cada pedaço
Retrato de saudade
Porto pra ancorar
Beijo fixado
Pensamento constante
Carinho acolhedor
Perfume entorpecedor
Uma porção de músicas
Uma fonte de palavras admiráveis
Um desejo que me toma
Fragmentos de poemas
A dose mais forte de sentimentos

És, foi e ainda serás!
E não cansa de ser

E desde então tú és
Vida em mim!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Felicitações!

Parabéns Americana por eletizar por completo a cidade e consolidar a candidatura de um mero produto da mídia, o famoso 'rostinho bonito' [como se já não gastassem o bastante com a decoração do gabinete] ou o dito 'sangue novo' [ou seja = fantoche], termos esses bem conhecidos na nossa pátria amada [e mal cuidada] e diga-se de passagem geradores de traumas há um tempo atrás, no início da década de 90. Mas parece que sofremos de uma espécie de 'amnésia' combinada com uma nostalgia um tanto inapropriada se é que me entendem.
Vamos renovar, vamos retroceder
Vamos, vamos, mais um Collor no poder!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008



- Então, minha querida Amélie,
Não tem ossos de vidro.
Pode suportar os baques da vida.
Se deixar passar essa chance, então,
com o tempo seu coração ficará tão
seco e quebradiço quanto meu esqueleto.
Então, vá em frente, pelo amor de Deus.


(O Fabuloso Destino de Amélie Poulain)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Em recuperação e construção

A respiração rotineira e os sorrisos jogados no ar cessaram naquele exato momento, mesmo que previsto foi desconcertante. E desabaram-se muros e muros sobre a sua cabeça sonhadora. Daí em diante foram descargas frenéticas de quedas até o cair da noite. O intervalo deu-se com dois copos de cerveja, revistas e palavras. Mas a última e não menos importante não tardou a chegar e lhe trouxe todo afã escondido e de carona o queixume e todo o conjunto de medos que sempre a atormentou e se juntaram todos com uma disciplina sem igual e atormentaram impiedosamente o pensamento já exausto, massacraram todo sossego estabelecido. Mas é de toda sua culpa, ou de uma parte que por mais que pequena em relação ao todo uniu-se e contruiu uma muralha. E do riso fez-se pranto entre lençóis a sós com ela mesma.
Ahh! Vamos tome as rédeas querida! Oh tome a coragem e só, pois todo ser principia tudo e tudo carrega sozinho! Eia, eia, eia que o tempo te corrói sem dó!