
Hoje eu consegui escrever sobre você, a dor continua assim como a vida e as lágrimas que não tendem a cessar. Sua falta está aqui tomando seu lugar e com ela ficaram os cafés com bolinhos, as tardes de passeio de bicicleta, as travessuras inocente da infância, os nhoques aos domingos, as sonecas embaladas por você, ficou uma vida inteira feita contigo e outra cheia de vazio sem você aqui.
E se houverem outras vidas após essa, não importa quantas sejam, sua doçura nunca será superada e todo esse encanto que te cerca onde estiver vai brilhar maior que qualquer estrela que se tem conhecimento.
Suas mãos me acompanharam desde a chegada no mundo e eu não queria e ainda não aceito que eu as senti tão geladas e sem vida naquela última vez, justos as mesmas mãos que me acariciaram tanto os cabelos, que embalaram o meu berço e que me conduziram nos primeiros passos
São três anos que me parecem três dias pela dor latente que se segue em mim a cada domingo sem você e que parecem três séculos pelo vazio da saudade que prossegue. Foi se a fase que eu me enganava pensando que você apenas viajou e volta logo, ficaram os sonhos e as palavras das histórias da sua terra, as palavras de consolo e firmeza e toda aquela meiguisse que se tornou sinônimo de você para mim.
Você se foi daqui de mansinho, num sono tão inocente e doce quanto a sua existência!
E eu daria tudo para hoje sentir o seu abraço que ainda está em mim e te dar todo aquele orgulho que te prometi enquanto estava aqui.


