sábado, 23 de março de 2013

Somente
Só-mente

somente só

sexta-feira, 1 de março de 2013

Mais vale o que será

Uma cerveja, um jantar, uma transa, um baseado.
A gente enrola no bar, no restaurante, na rua, na cama.
Enrola olhando pra fotos, enrola se olhando no espelho.
Se enrola numa teia de lembranças da qual devemos nos desfazer
E deixarmo-nos levar pelo charme do que poderia ter sido
ou tido
ou dito

Pelos flertes que não terminarão na cama
Pelo leve toque dos abraços demorados
Pelos telefonemas sem sentido
Pelas fugas noite adentro a fim de congelar o tempo
Pelos e-mails salvos em rascunho
Pelos sentimentos que já não conseguimos nomear (ou sentir)
Pelas cervejas quentes e pelos cafés frios
Aceitemos que o tempo passou

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Sufocando arrependimentos

Fechou os olhos e mentalizou:
Antes ferir-se com palavras do que com silêncios
Abriu os olhos e deixou que os dedos pousassem sob as teclas sem pudor.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Do céu pro divã

O altar quebrou, mas ficaram em volta vidros suficientes para cortarem o pé do santo desbeatificado.
As flores secaram e parecem ter convertido-se em espinhos, bem como as velas que derreteram e agora fazem casa para as teias de aranha e restos que atraem ratos.
A imundisse está por todos os lados ocupando o que outrora foi uma atmosfera divina de adoração.
Os fiéis agora fazem procissões para chafurdar seus santinhos na lama ou queimá-los em praça pública.

Essa é a história do santo que desceu do céu para cair no divã.

domingo, 17 de fevereiro de 2013


Praguejou silenciosamente, pois sabia que o que carregava dentro de si possuia raízes profundas, daquelas que apodrecem antes de fenecer.
Você que criou o inferno, ora tem a fineza de nele viver.

Certas coisas não tem como aprender

Optou por explodir pro mundo ao invés de implodir em si mesma.
Já havia inúmeros remendos e cicatrizes mal suturadas.
Precisava que outro alguém pagasse a conta ao menos desta vez.