sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Elas, só elas!


E sempre entre labirintos
Me volto nelas,
Recorro, rogo
Ahhh sempre elas
Inúmeras, delirantes!

Donas de imensidão
Um poder desmedido
Fragmentadas ou reunidas
Todo encanto, todo horror
Nelas estão
Juntos ou não

Ora não sei como levá-las
Outras convenço-me de que sei
Corretamente manuseá-las
E outras tantas então elas escoam-se

Me embebedo delas
As devoro, adoro
Possuo, desejo
Uso, abuso
Lhe faço tanto uso

Contudo sempre percorro a elas
Oh, tanto quebranto!
Com devoção sublime
Em busca dessa formosura
Atrás dessa salvação
Elas, as insaciáveis palavras
[sejam elas lidas, faladas, cantadas ou declamadas].

3 comentários:

Raul Vinicius disse...

sim, elas!

e você sabe muito bem como usá-las, sempre!

Daiane Azenha disse...

Poxa...
você tem características modernistas...
eu aprecio isso...
e olha que eu sou um tanto Romantica-parnasiana...
queria escrever assim versos branco, assim como você!

Ches. disse...

sem elas nada somos...