O ódio foi abortado, o útero era inóspito demais para retê-lo.
Gerados feito usura no útero da humilhação foram: a raiva, o asco, a insônia, a solidão, a dor e a doença.
Sairam do ventre como se fossem um rebento só, sem pai, sem pátria, sem documento.
O parto deu-se em silêncio, no frio e no escuro de um quarto sujo e vazio.
Não houveram visitas, glórias, flores e sorrisos, só uma mãe abatida, pranto e a esperança de livrando-se da placenta maldita reaver e gozar de dignidade como nos anos dourados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário